Bullet Journal, pt. 1: Introdução

Se você já pesquisou um pouco sobre organização pessoal, é muito provável que você tenha se deparado com muitas fotos e posts que mencionavam o Bullet Journal. Mas o que ele é? Pra que serve? Como vive? De que se alimenta?

Para responder essas e outras perguntas sobre o método mais queridinho da comunidade de organização e produtividade da internet, o Meu Espaço vai fechar 2016 com uma semana de posts dedicados à arte do Bullet Journal. Em 5 partes, vamos falar sobre todo o processo, desde a montagem até a decoração e manutenção. Todos os posts atendem a todos os níveis de conhecimento sobre o método, ou seja, mesmo se você nunca ouviu falar sobre isso ou se você mantém uma agenda assim há anos você vai ter algo a aproveitar aqui.

Ok, vamos aos básicos.

O nome em inglês não ajuda na pesquisa, nem o fato da maioria dos blogs e perfis de instagram dedicados ao assunto serem moderados adultos americanos acima dos 30 e poucos. Convenhamos, se você está lendo isso, você não é uma pessoa americana com mais de 30 anos. Você provavelmente não tem muito em comum com essas pessoas, assim como eu, e suas necessidades são completamente diferentes. O criador do método, Ryder Carroll é americano, mas a base que ele desenvolveu pode ser usada por qualquer um.

O Bullet Journal (ou BuJo, pros íntimos) é uma marca registrada, mas isso é mais pra que Carroll possa vender agendas customizadas e ganhar crédito pelo seu trabalho. O próprio criador fala que a ideia sempre foi contribuir com alguma coisa que pudesse ajudar as pessoas, facilitar a vida delas, e que o processo é enriquecido pela participação de todo o tipo de pessoa. Muitos dos adeptos da técnica têm cadernos que mal se parecem com o idealizado por Carroll (eu inclusive, mas veremos isso amanhã), e o compartilhamento dessas modificações (ou hacks, mas isso é pra sexta) nas redes sociais ajuda a manter o sistema sempre evoluindo.

O Bullet Journal é basicamente uma mistura de agenda, caderno de bolso, listas e diário. Com todas essas coisas simplificadas e misturadas (mas organizadas) em um único lugar, você consegue estruturar melhor seu pensamento, organizar melhor seus objetivos e seus horários, ver seu progresso com o tempo, e mais o que você conseguir inventar.

Parece muito, mas a lógica por trás do sistema é simples e fácil de acompanhar e manter, então qualquer um pode ter o seu, basta um caderno e alguma coisa pra escrever nele. Não, não precisa ser de capa dura. Nem usar caneta de tinta. Nem ter folhas quadriculadas ou pontilhadas. Se preocupe mais com como você vai usar seu caderno do que com a aparência dele, principalmente se você está começando.

A customização é tudo nesse sistema. O Bullet Journal (ou Agenda em Tópicos, pra facilitar) foi pensado para comportar tudo que você colocaria no papel ou em aplicativos. Se você precisa escrever, você pode escrever nele. Você também pode desenhar, registrar suas atividades, planejar seu dia, enfim, fazer qualquer coisa com ele. Há uma base, é claro, estabelecida por Carroll. Você pode ver ela no site oficial. O site é todo em inglês, mas o tutorial é todo em imagens e a maioria dos navegadores pode traduzir o site automaticamente pra você. Mas ei, vou falar sobre isso amanhã, então não esquenta.

A falta de material em português é um dos entraves pra começar a usar a técnica. Mesmo as pessoas que falam sobre o método em português usam todas as expressões clássicas em inglês. Ou seja, se você não viu o site oficial ou um tutorial parecido, fica difícil entender muita coisa. Claro que é mais fácil pra quem escreve usar essas expressões clássicas, são elas que curiosos sobre o assunto vão botar no Google, que vai trazer eles pros blogs. Você pode reparar que apesar do meu esforço pra botar tudo em português simples, eu mesmo assim fico chamando o método de Bullet Journal. Não estou imune às leis do Google e gosto de atenção.

Mas enfim.

Outro fator que dificulta a aproximação do tema é a quantidade absurda de materiais de escritório e de artes que os “veteranos” do método usam. A impressão que temos quando vemos fotos de agendas do tipo na internet é que temos que ter 50 canetas diferentes, saber coordenar cores, ter uma letra linda e gastar muito dinheiro. Não é assim. O mais importante é sempre você praticar os métodos ensinados aqui pra que eles ajudem você, e não pra agradar aos outros. Com o tempo você vai perceber que o Bullet Journal funciona melhor quando ele é muito pessoal e tem a sua cara, e é muito legal ter algo único que você fez, não o mesmo caderno que todas as outras pessoas da internet.

Em 5 partes, essa sendo a primeira, eu quero que você tenha tudo o que precisa pra começar ou avançar no seu caminho do Bullet Journal. Com ferramentas simples e grátis, cada post vai falar rapidamente sobre um aspecto do sistema, e no final da semana você pode até começar seu BuJo de 2017, que tal? Sempre que você tiver alguma pergunta, pode deixar ela aqui ou no Facebook, e vou me esforçar pra responder do melhor jeito possível. Ficou animado? Eu também. Até amanhã!


Parte 2 – Tutorial de montagem
Parte 3 – Mitos e manutenção
Parte 4 – Customização acessível
Parte 5 – Hacks


Reflexões de hoje:

Quais são as listas que eu faço com mais frequência?

Que coisas eu quero registrar mais?

Minha agenda (se eu tenho uma) tem funcionado pra mim? Como ela pode melhorar?

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9 comentários sobre “Bullet Journal, pt. 1: Introdução

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