O problema com a inspiração (OU: voltei)

Você provavelmente achou que o bloguinho tinha morrido, tadinho. Mas não morreu. Quase quatro meses depois (nossa, QUATRO MESES) eu voltei, com um post que é sim pertinente ao tema mas também ao lapso esquisito que tivemos nesse período.

A semana do bullet journal (que agora é realmente uma patente, tipo no poo, infelizmente) não foi uma ideia tão boa a médio prazo. Eu fiquei com um pouco de raiva de ter tido que postar quando eu não tinha nada pra dizer e admito que fiz alguns posts bem sem vontade, masss isso mudou. Espero. Enfim. Vamos por partes.

Parte 1 – Mas voltou?

Olha, eu espero que sim. Eu acumulei várias ideias de posts que eu ainda quero fazer, mas não dá pra garantir o futuro. Eu não sei se minha rotina vai mudar de novo, se eu vou ter um período ruim de depressão de novo, se eu vou achar um passatempo esquisito novo e, sei lá, virar alpinista. A princípio eu voltei, mas sem uma escala de posts intimidadora me fazendo procrastinar.

Parte 2 – O post propriamente dito

Não é ruim ter inspiração, muito pelo contrário. É ótimo quando você se empolga com uma ideia nova ou projeto e sai caçando um milhão de coisas que você acha que vão te ajudar no processo, ampliar os horizontes do potencial e essas coisas. Você cria uma pasta no Pinterest, provavelmente, ou vai salvando artigos com dicas que vão facilitar sua vida. Você passa horas fazendo isso.

E nunca, nunca, toca no seu projeto de fato.

Eu sei que você faz isso, porque já falamos sobre uma tendência parecida quando falamos de procrastinação estruturada (de longe o post que mais teve identificação). Se você não se lembra, esse termo é invenção do John Perry, um professor de filosofia americano, e explica um tipo específico de procrastinador. Geralmente perfeccionista, fica se ocupando com tarefas menores e insignificantes que não precisam ser feitas naquele momento, mas dão a impressão que estamos chegando mais perto do nosso objetivo.

Por experiência pessoal e observando outras pessoas, eu realmente acho que a inspiração pode ser uma armadilha para procrastinadores, não só os estruturados. Independentemente do que você gosta de fazer, seja escrever, desenhar, costurar, ou o que mais for, você com certeza já ouviu de alguém muito bom nessa área que o melhor conselho é simplesmente ir fazer essa coisa sempre que puder. Então por que a gente não faz isso se gostamos tanto de nos imaginar melhorando?

Fácil: porque queremos ser ótimos agora. E ninguém vira mestre da noite pro dia, esse processo envolve muita tentativa e erro e frustração, que deve ser um dos piores sentimentos de todos. É péssimo passar por isso, mesmo que você goste muito do que faz. É muito mais fácil e satisfatório ficar sonhando com o futuro nem-tão-distante aonde tudo já vai estar resolvido e você vai ser muito bom nisso.

A inspiração alimenta essa fantasia, que pros perfeccionistas é mais inflada ainda, porque você tem várias ideias que não tem maestria suficiente pra executar. Você tem o ideal lindo em mente, mas sabe que vai se frustrar quando for aplicar, então evita.

Pra resolver isso… ok, não me odeie, a resposta é péssima: comece. É um saco receber um conselho óbvio desses, especialmente quando todo o problema está centrado em não conseguir começar, mas é realmente a única solução. Ajuda se você tiver alguém que cobre isso de você, como eu tenho uma amiga que, mesmo que não tenha me ameaçado com nada, me lembrou toda semana por 4 meses que era pra eu estar fazendo posts (obrigada, Karla).

Não precisa botar medo no amiguinho, só dar aquela pressionada de leve falando “Ei, você não disse que ia começar aquela coisa? Quando sai?”. Você pode fazer duplas ou grupos com pessoas passando pela mesma situação ou se recompensar com alguma coisa que você gosta muito de fazer quando parar de procrastinar.

Por exemplo, eu escrevi esse post. Então agora eu vou voltar pra minha caverna de feriadão e terminar uma série que eu estava maratonando. E talvez fazer panquecas.

Deixo com você esse exemplo de atitude contra a procrastinação e uma frase que, ironicamente, eu achei enquanto estava perdida no Pinterest caçando inspiração:

É melhor começar em algum lugar hoje do que começar em algum lugar daqui a 5 anos.


Reflexões de hoje:

Eu estou me iludindo buscando inspiração ao invés de ir fazer as coisas que eu queria fazer?

O quanto o meu perfeccionismo está me impedindo de começar?

O que eu posso fazer e quem pode me motivar para eu simplesmente começar?

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