Bullet Journal, pt. 2: Tutorial de montagem

Ok, agora você já tem uma ideia do que é um Bullet Journal e pra que ele serve. Agora falta botar em prática. Não existe apenas uma forma de montar sua agenda, então vou falar sobre a base proposta por Ryder Carroll, o criador do sistema, e a versão simplificada dela.

O melhor é sempre começar pelo básico e não se preocupar com decoração e customizações pelo menos nos 2 primeiros meses ou até você decorar o sistema e ver o que funciona ou não pra você. A montagem (ou layout) tradicional é mais adequada pra quem precisa de uma visão ampla do ano inteiro e planejar coisas com antecedência. A (minha) versão simplificada é melhor pra quem só precisa se programar a curto prazo e quer deixar o sistema mais aberto para modificações.

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Bullet Journal, pt. 1: Introdução

Se você já pesquisou um pouco sobre organização pessoal, é muito provável que você tenha se deparado com muitas fotos e posts que mencionavam o Bullet Journal. Mas o que ele é? Pra que serve? Como vive? De que se alimenta?

Para responder essas e outras perguntas sobre o método mais queridinho da comunidade de organização e produtividade da internet, o Meu Espaço vai fechar 2016 com uma semana de posts dedicados à arte do Bullet Journal. Em 5 partes, vamos falar sobre todo o processo, desde a montagem até a decoração e manutenção. Todos os posts atendem a todos os níveis de conhecimento sobre o método, ou seja, mesmo se você nunca ouviu falar sobre isso ou se você mantém uma agenda assim há anos você vai ter algo a aproveitar aqui.

Ok, vamos aos básicos.

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4 listas para manter atualizadas

Tempo necessário: 10-20 minutos

Se você se parece com a maior parte do mundo, você tem algumas listas que mantém atualizadas ou refaz de vez em quando, de coisas a fazer à lista de compras do supermercado. Talvez você tenha mais algumas listas temáticas, ou tenha várias. Mesmo assim eu vou tentar te convencer que você precisa de mais quatro na sua vida (ou talvez não precise exatamente, mas possa se beneficiar delas de qualquer jeito).

Cada lista é mais adequada e beneficia mais um tipo de pessoa e momentos diferentes da vida de cada um, mas todas podem te ajudar a pensar sobre o que você já fez e o que gostaria de fazer a seguir.

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Você já fez nada hoje?

Tempo necessário: 10-30 minutos

Com uma cultura que prega o multitasking e o acúmulo de obrigações e projetos pessoais que é quase regra quando falamos de jovens adultos, é comum pensarmos que tempo sem fazer nada é tempo jogado fora. A culpa que bate depois de uma soneca no meio do dia ou depois de um tempo alternando entre redes sociais vem nos lembrar que podíamos estar fazendo alguma coisa “mais útil” com nosso tempo, que já é escasso.

Contrariando essa percepção, hoje eu venho pregar a palavra dos benefícios de não fazer nada. E no caso “nada” é nada mesmo. Absolutamente nada. Olhar-pro-teto-por-meia-hora-só-respirando nada. Vai te fazer bem, eu juro.

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Um pequeno update pessoal (e algumas perguntas)

Provavelmente em algum lugar do meu mapa astral está escrito que eu sou uma pessoa que quer abraçar o mundo, que começa vários projetos e termina poucos. Eu não sei onde, porque eu não sei nada sobre astrologia além dos estereótipos básicos de cada Sol que são essenciais pra entender o mínimo dos memes e conversas em um curso de ciências humanas, mas eu sei que está lá.

Juntando isso com o último post, sobre procrastinação estruturada, você pode ver como eu tenho um problema de disciplina, que fica ainda mais óbvio quando você percebe que, de acordo com o meu planejamento semanal, eu devia estar postando duas vezes por semana e às vezes não posto nada por várias semanas. Só que eu estou testando essa coisa nova onde eu sou mais gentil comigo mesma e tentando não me cobrar demais, então disciplina não tem sido um foco atualmente.

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A arte da procrastinação estruturada

Acho que um tópico mais do que justo depois desse breve desaparecimento (sinto muito por isso, aliás) é a famosa procrastinação. Mais especificamente, a procrastinação estruturada, que é um termo inventado por John Perry, professor de filosofia. Eu peguei o livro dele (The Art of Procrastination, ou A Arte da Procrastinação) emprestado com uma amiga há algumas semanas, e quando eu finalmente parei de procrastinar o suficiente pra ler, me identifiquei com muito do que ele fala.

Basicamente, Perry diz que procrastinação não é uma falha de caráter ou de personalidade que deve ser corrigida a qualquer custo, como nos convenceram os que não têm esse problema. Ela pode ser um obstáculo ou pode ser simplesmente um método diferente de cumprir tarefas, principalmente se você for, como eu, um procrastinador estruturado.

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Mitos sobre organização e produtividade

Por causa da aura construída em volta do maravilhoso mundo da organização e produtividade, é muito comum que muitas pessoas não se aproximem muito desses temas. Ou, quando tentam, ficam com a impressão que é preciso ter um tipo de caderno muito caro, uma caneta a tinta, praticar a caligrafa perfeita, arrancar uma página porque você errou uma letra, e outros perfeccionismos do tipo.

Realmente, as empresas de materiais de papelaria promovem isso, além das comunidades na internet, principalmente no Instagram, que criam uma imagem bastante romantizada da agenda, do caderno, da letra perfeitos. É tudo muito bonitinho, e até inspirador em certa medida, mas também é tóxico.

Se preocupar demais com a aparência ou os materiais que você vai usar mesmo antes de começar é só mais um entrave pra se organizar e realmente fazer as coisas. Quatro grandes mitos sobre a área de organização e produtividade são referentes a disciplina, talento, tempo e dinheiro, e é sobre eles que vamos falar hoje.

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